sexta-feira, 20 de setembro de 2013

ATIVIDADE 1.5

 Segundo Cócco (1996), o erro torna as pessoas vulneráveis e é uma questão desconfortante, que cria culpas e pecados, este clima de “culpa, castigo e medo, que tem sido um dos elementos da configuração da prática docente, é um dos fatores que impedem a escola e a sala de aula de serem um ambiente de alegria, satisfação (...), rapidamente se enfastiam de tudo o que lá acontece e, mais que isso, temem o que acontece no âmbito escolar” (LUCKESKI, 1998). Para compensar a culpa, normalmente há uma complacência em relação a ele, ao mesmo tempo que há uma preocupação em não cometê-lo. O erro opõe-se ao certo que é considerado verdadeiro e bom.
       O erro existe porque é imposto um padrão que deve ser seguido, então tudo que foge deste padrão é considerado errado. Deste modo, os alunos investem seus esforços em tentar alcançar os objetivos que são propostos pelo professor.
       Do ponto de vista Piagetiano, os conceitos são construídos num processo de auto-regulação. Regulação é o conjunto de aspectos do processo segundo os quais precisamos corrigir as coisas. Há um objetivo a ser alcançado e algumas ações levam a esse objetivo; outras ações, aquelas que não levam ao objetivo, devem ser repensadas e corrigidas. Assim, a preocupação maior não deve ser o erro, o que importa é que o erro desencadeia o processo.
       A criança que erra está convivendo com uma hipótese de trabalho não adequada. Nem por isso deixa de estar num momento evolutivo no processo de aquisição do conhecimento, “os erros mostram o raciocínio da criança e são valiosos na hora de planejar atividades” (ROVANI, 2007, p.40).
       Ao educador cabe diagnosticar o erro e, por meio dele, observar com transparência o desenvolvimento de seu aluno. A partir dessa observação ele pode criar conflitos para desestabilizar as certezas e hipóteses não adequadas que a criança tem sobre determinado assunto e assim permitir seu desenvolvimento cognitivo, isto significa que “os erros podem ser aproveitados pelo professor” (ZÓBOLI, 1998, p.37).
Contudo ao me posicionar sobre o erro, acredito que o erro faz parte da vida, e todos aprendemos com os erros, assim também são os alunos ao errar e ter a oportunidade de corrigir aprende realmente, e se sentem confiantes e capazes de construir o seu próprio conhecimento.

E perante aos seus equívocos e incompletudes? Como você reage quando desconhece determinado assunto que os alunos questionam? Ou quando os alunos trazem informações que descortinam aspectos conflitantes com o que você trabalhou com a turma? 

O conhecimento não esta pronto, ao mesmo tempo em que ensino aprendo junto com meus alunos, como trabalho com o ensino fundamental, dificilmente eles trazem algumas informação que ainda não conheço, e mesmo assim indago-os sobre quaisquer conhecimento que possam ter relacionado ao conteúdo a ser trabalhado,  mas se caso acontecer, aproveito toda informação, conhecimento do aluno para enriquecer as aulas, que com certeza ficaria mais dinâmica, interessante, e construiremos juntos o conhecimento de forma prazerosa, agradável e acima de tudo com respeito mutuo.